quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Festa Frozen feita em casa e dois quadros com download grátis para imprimir

Então, Maria e Isabella fizeram três anos. Pra comemorar o que teve? Teve mais uma festa de quintal na casa dos meus pais, pequena e feita em casa com muito amor. Dessa vez não teve como fugir do tema: um filme lindo com duas irmãs. E eu super influenciei nessa escolha porque amo Frozen (apesar de não aguentar mais sequer ouvir "livre estou" depois da festa hahahahahaha). Não quis ser muito literal, então fugi um pouco da neve e do branco e azul. Fizemos tudo dessa vez, eu, meu pai e minha mãe, comida, bolos, docinhos e decoração. Só contratamos os sucos da Quitanda Fácil, que eu amo. Para fazer o painel atrás do bolo pedi pro meu irmão criar duas artes de pôsteres do filme e vou colocar aqui para download para quem quiser, dá pra usar na decoração do quarto também (vou fazer isso por aqui, inclusive). A festa foi ótima, as meninas se divertiram muito e teve até pintura e banho na piscina improvisado. Ainda devo fazer outra festa na escola com os amigos da sala na primeira semana de aula. E de novo, Frozen e piscina devem dominar. Arrumei toda a festa e esqueci de uma parte importante: a máquina fotográfica! Chegou na hora não tinha bateria. Quem nunca, né? Mas ainda sim conseguimos registrar alguns momentos e os melhores estão na nossa memória e na delas, com certeza. Aí, estão algumas fotos e ideias para inspiração:

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O poster da direita foi feito pelo super tio Thiago, as fotos do meio são da internet e o poster do topo comprei na Etsy.com (vou colocar os links lá embaixo) IMG_9575
Os docinhos foram especiais: docinho de abóbora, trufa de brownie sem leite e sem glúten e brigadeiro sem lactose. E os muffins de banana com amêndoas e nibs de cacau orgânico. Tudo vai estar no cardápio da Komboleria IMG_9578
Um bolo pra Maria e outro pra Bella. Um era de laranja com nutella sem leite e o outro era de brownie sem leite e sem glúten com brigadeiro de amêndoas. Tudo feito por mim e que vai pra Komboleria também.

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Naked de brownie
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As lembrancinhas: coroas, microfones para todos cantarem Let it Go à vontade e caixinhas com brownie bites da Komboleria IMG_9580
Os microfones foram comprados na 25 de março por R$ 5 por uma das super dindas das meninasIMG_9588 IMG_9582 Detalhes da mesa: penduramos bolas brancas e cinzas no teto e os pratinhos foram comprados no R$ 1,99 IMG_9585 Piscina de bolinha improvisada e pula-pula no quintal do vovô e da vovó IMG_9587 IMG_9589
Let it go na mesa foi feito na máquina Silhouette da minha concunhada Bianca IMG_9591 IMG_9597 Área pras crianças desenharem
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As bolas no teto custaram R$ 4, era pra dar de lembrancinha também, mas na loucura da festa acabamos esquecendo, pode?
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Kibe assado vegano, receita da Bela Gil, e cenouras (narizes do Olaf) com molho de tofu e ervas
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Bella IMG_9616 Espetinhos de frutas congeladas foram o sucesso da festa! Colocamos morango, amora, mirtilo e uva. É só montar e colocar no congelador por no mínimo 2 horas, fizemos no dia da festa mesmo pra ficar um pouco mais fresco. IMG_9640 IMG_9632 Adoro essa foto! Maria tentando apagar a vela antes do fim do parabéns IMG_9670

Os posteres:
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Para pegar uma definição meelhor é só clicar em cima

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Mil e noventa e cinco dias com elas

Amanhã Isabella e Maria fazem três anos. Não, eu não me pergunto onde o tempo foi, eu sei bem cada momento que a gente passou, vivemos tudo intensamente esses últimos 1095 dias do lado dessas duas meninas idênticas, mas tão diferentes. Estou com aquele sentimento agridoce que toda mãe tem nos aniversários dos filhos, um aperto no peito, uma saudade do passado e o anseio pelo futuro, mas feliz por um novo ano que vamos viver juntos e assim vamos guiando o caminho delas. Nesses últimos dias fiquei revirando fotos e pensando nas duas, em como sou feliz por ter essa experiência e como quem ganha sou sempre eu. Obrigada, Maria e Isabella, por terem entrado nas nossas vidas de forma tão arrebatadora e duplamente cheia de amor. Que vocês continuem livres e unidas, hoje e sempre.

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014 - o meu renascimento no parto

Passei nove meses tentando digerir o meu parto. Nove meses tentando entender por quê o parto que eu tinha imaginado, planejado, preparado, sonhado e desejado não tinha acontecido. Confesso que quando a gente chegou em casa do hospital com Francisco, deixei ele no moisés, abracei o Marco na cozinha e chorei. Veio tudo de volta como um soco no estômago, as horas de trabalho de parto, o nascimento que eu tanto queria em casa e que não foi. Me senti fracassada. Foi um longo processo de muito "e se eu tivesse feito isso" e "se eu não tivesse feito aquilo", "por que eu não consegui?". Mas no meio de tudo isso veio a entrega, a certeza de ter feito a escolha certa por deixar meu filho vir a hora que ele queria vir, para fazer as pazes comigo. Abraçar o nascimento do Francisco e não necessariamente o meu parto. Entender a chegada daquele amor arrebatador que não tinha nada a ver com aquele sentimento de decepção que eu estava sentindo.

Eu me preparei, estudei, li todos os livros do Michel Odent, sabia as posições ativas, contratei equipe humanizada e, no fim, terminei em uma cesariana. De novo. Foi dolorido. Na minha cabeça não existia outra opção, não existia plano B ou hospital, eu ia parir em casa. A gente se entrega tanto ao assunto do parto humanizado, vira ativista, acha que é especialista, que parece que não há outra forma de nascer, sinceramente. Ah, se o bebê nascer de cesárea ou não mamar nas próximas duas horas de vida... alerta vermelho, algo de errado vai acontecer. Era como eu me sentia. E não é bem assim. É como a minha parteira dizia no meu pré-natal, e eu apesar de ter escutado tudo aquilo com atenção devo não ter entendido direito na época, o foco precisa estar no bebê. Não é o jeito de nascer, é quem nasce. O parto é apenas a porta de entrada para aí sim gerar e nutrir uma vida.

O Francisco nasceu de uma cesariana não desejada. Minha lembrança dos segundos antes dele nascer era meu braço e minha face toda tremendo muito, provavelmente efeito da anestesia combinada com a minha adrenalina de dois dias de trabalho de parto, minha vontade era levantar e sair correndo daquela sala de cirurgia. Até que veio um sopro de vento: "É um menino". E o tempo parou. A gente se viu, choramos todos, depois ele foi pra outra sala e o Marco junto. Fiquei ali amparada pela minha parteira atrás daquele  lençol azul e continuava tremendo e com vontade de sair correndo atrás do meu bebê. Tiraram a placenta, o tempo foi passando. Fomos pra sala de recuperação, ligamos pra família 4h da manhã pra contar e "cadê o Francisco?". "Ele está ofegante e vão deixar um pouquinho em observação, mas tá tudo bem, apgar alto", lembro do Marco me contando.A história parecia se repetir de novo, passei o mesmo com as meninas, mas dessa vez eu não esperava nada daquilo.

Me levaram pro quarto, devo ter dormido uma hora só e acordei com um só pensamento: "cadê meu bebê?". Chamei o Marco e pedi que ele fosse ver. Levaram ele pra UTI pra fazer exame de infecção já que eu tinha ficado com bolsa rota muito tempo. Lá estava todo procedimento hospitalar que eu tinha tentando evitar com um parto em casa de baixo risco. Tomei banho com certa facilidade (lembro que na cesárea das meninas foi horrível) e fui logo na UTI pegar o Francisco e dar de mamar. Vi ele com a sonda e me deu uma dor do peito, era como se eu estivesse vivendo tudo de novo. Ele era o maior bebê que estava lá, sequer ficou na incubadora. Quando ele pode ir pro quarto? Só depois do resultado do exame. Tentei argumentar, mas era norma do hospital, "não fazia sentido" deixar um bebê subir pro quarto e talvez ter que descer pra UTI de novo. Sofri nessas horas, mas quando pegava ele no colo, meu coração se enchia de novo. Voltei de tarde e ele mamou um pouco, tiraram a sonda. Eu e o Marco resolvemos que ele iria dormir em casa com as meninas, e meu irmão foi ficar comigo. Voltamos de noite, ele mamou mais um pouquinho. A enfermeira disse que iam dar o complemento de qualquer jeito. Na saída, o pediatra me para e diz que ele vai pro quarto. Tudo ok nos exames! Viva!

Quando o Francisco chegou no quarto foi a glória. A enfermeira, olha que lindo, leitora aqui do blog (obrigada, Alice!), me ajudou a colocar a roupa e me disse que tinham mais dois complementos marcados. Recusei. Se ele tomasse mais complemento não iria pegar no peito nunca, simples assim. E foi a melhor coisa que eu fiz. Naquela hora, tentei colocar ele no peito, mas nada. Imaginei que ele tivesse tomado o complemento e ele chegou a dar um golfada. Então, deixei ele ali no meu colo.  Como era bom! O bercinho móvel ficou de lado. E ele dormiu encostado no meu peito quase a noite toda. Não havia mais preocupações, meu filho estava ali. A partir desse momento bateu uma onda de amor forte, oxitocina pura. Algo que eu não havia experimentado com as meninas, confesso, com elas não sei se era o medo do desconhecido, estava apavorada, e acho que por isso essa conexão demorou mais. Com o Chico foi imediato.

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Fui tomada de uma paz enorme. Uma certeza gigantesca daquele amor. Não havia mais nada de errado no mundo. Como era possível? Nada tinha saído como planejado, como estava nos livros, e ali estavam os tais hormônios do amor. O leite fluiu, veio cansaço, é claro, mas ele não era penoso. Senti um pouco por não saber o que era essa sensação da primeira vez. Ali já havia chegado a entrega, que as meninas tinham me ensinado. Com o Francisco e depois de meses pensando o que poderia ter sido diferente, entendi que não era o parto, mas o nascimento que importava.

Não é o meio, mas a escolha que uma mãe ou a futura mãe faz pelo seu bebê é que desperta os hormônios do amor. É como você quer começar a jornada. E acredito no caminho do parto lutado, das dores sentidas, do bebê e do seu corpo em conexão e não apenas em uma data marcada e na cirurgia "sem riscos".

É para o nascimento que a jornada deve valer a pena. Ali estava meu bebê, tão sonhado, planejado, amado. E o meu renascimento como mãe e como mulher com a chegada do Francisco.

Que venha 2015 cheio de histórias e novas marcas. Que venha mais um lindo capítulo para ser escrito e vivido. Obrigada, 2014. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Filhos: será sempre melhor

Se quando a gente tem filhos a interação social na rua cresce, quando a gente tem gêmeos, é uma loucura. Todo mundo tem um comentário, um frase pronto, e às vezes um desaforo pra te dizer. Dentro desses encontros e conversas com estranhos, eu lembro de uma vez que a gente tava numa loja de brinquedos e uma mulher, que tinha gêmeas também, falou com o Marco: "você vai ver que quando elas completarem uns três anos vai ficar bem mais fácil, é incrível". Aquilo, obviamente, entrou na minha cabeça e eu não esqueci. Pois, vieram os dois anos e todos aqueles desafios de limites, birras, e etc, depois me falaram que os três eram ainda piores que os "terríveis dois". Adoro maternidade terrorista, né? Só que não. Faltando um mês pro terceiro aniversário das meninas, eu percebi algumas mudanças no comportamento  na imposição das vontades, nos argumentos, sim. E até cheguei a acreditar nos pessimistas. Mas de uns dias pra cá, me lembrei de novo daquela frase que alguém que eu nem me lembro o rosto disse pra gente. E digo uma coisa para os pais de gêmeos cansados que leem este blog: ela tinha razão.

Ontem, em plena segunda-feira, acordei de manhã com a ideia de irmos pra Água Mineral. É uma piscina pública (quer fizer nem tanto porque a gente paga a entrada) dentro do Parque Nacional de Brasília. Olhei no relógio 7h45. Pensei: "acho que 8h30 consigo sair daqui" e 11h sairíamos de lá porque o Marco tinha que trabalhar. Aproveitei que a faxineira estava aqui em casa e ela tomou conta do almoço. Arrumei as bolsas, as crianças e fomos. Chegando lá ainda tivemos a sorte de encontrar um vendedor ambulante que tinha boias pra todo mundo. Aproveitamos a piscina, fizemos todo o passeio tranquilo, sem choro, curtimos de verdade. Quando a gente fazia o caminho de volta para o carro, as meninas enrolando pra ir embora naquele lenga-lenga básico, empurrando o carrinho do Francisco cheio de bolsas, eu e o Marco nos olhamos e rimos como cúmplices. E ele me perguntou: "Como pode sair com três ser mais fácil que sair com dois?". E a gente se lembrou da última vez que fomos na Água Mineral, as duas deveriam ter 1 ano e meio, e foi super cansativo e caótico. A diferença era clara. Nossas meninas estão crescendo. De fato, vai ficando mais fácil, o trabalho diminui. Há luz no fim do túnel, minha gente! O que fica "mais difícil" é a parte da educação mesmo, que pode ser exaustiva emocionalmente, mas faz parte da nossa responsabilidade como pais e se encaramos dessa forma não vira uma luta. E mais uma coisa para os pais de gêmeos: é verdade, um bebê só não dá trabalho nenhum. hahahahahaha Francisco prova.




Que venha 2015 e todas as novas descobertas que faremos juntos.
Que o amor continue triplicado. Amém 




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

E a minha amiga-oculta é ...

Já contei aqui que estou participando do amigo-oculto com as blogueiras que a Gabi do blog Dadadá está organizando, né? E hoje é o dia da revelação! Antes de contar quem é a minha amiga-oculta preciso confessar primeiro que fiquei com vontade de ser tentante de novo quando li o blog dela, mas o desejo de ficar grávida é uma constante na minha vida (acho que preciso de terapia), então, abafa! Não conhecia o blog  e sei que por causa da avalanche que é chegada de um bebê nas nossas vidas, o tempo para escrever anda curto para a minha amiga-secreta. Por isso, digo: escreva, Nana, escreva! Compartilhar essa experiência também é um ótimo jeito de lidar com tudo. Eu tirei a Louca do bebê e li todas as suas aventuras para conceber. O post que mais me chamou atenção foi sobre como ela contou para o marido que estava grávida. Não sei se conseguiria guardar segredo e fazer uma surpresa assim tão especial pro Marco, por isso, achei tão legal. Mas o texto dela fica aqui para servir de inspiração e emocionar também. Aí vai:

http://www.aloucadobebe.blogspot.com.br/2014/01/a-surpresa-do-pai.html

A Surpresa do Pai

Como eu sei que o post que todo mundo está esperando é o da surpresa do papai, vamos logo cuidar disso não é mesmo? Depois eu volto pra contar como estão sendo os primeiros dias de gestação (ai que emoção dizer isso!).

A surpresa começou a ser pensada em Fevereiro de 2012. Vejam bem que nessa época marido nem tinha me pedido os nove meses para se preparar ainda. Nem blog eu tinha ainda. Mas estava naquela época louca (que dura até hoje, abafa) de só pensar nessas coisas. Umas das coisas que comecei a pensar foi como daria a notícia. Queria alguma coisa que fizesse muito sentido pra gente. E acho que uma das coisas que mais nos define são as viagens. Tive a idéia, comprei o presente principal pela internet e fui agregando uns outros depois. Ficou tudo entocado até a hora chegar.

Logo no primeiro ciclo de tentativas eu escrevi o cartaz, escrevi uma cartinha como se fosse o baby (quem nunca?), montei o presente e deixei tudo guardadinho. Vai que, né? Mas não foi... E nem nos próximos meses também... :/

Mas a hora chegou!!

Fiz o teste de farmácia e de sangue pela manhã, no dia seguinte ao Natal, que passamos separados, como já contei aqui. Ele só chegaria de viagem à tarde e eu passei o dia todo tentando falar com ele só pro mensagem, porque não queria me entregar. Já que eu planejei a surpresa, ia fazer a surpresa!!!

E seria surpresa mesmo, porque com um único namoro num ciclo todo, depois de tantos intensivões, acho que ele não tinha expectativa nenhuma.

Cheguei do trabalho, fui correndo preparar tudo. Enchi as nossas mochilas com travesseiros. Até a posição da câmera para filmar eu marquei com fita adesiva. Na hora que ele chegou, fiquei tão nervosa que coloquei tudo errado e a filmagem cortou as cabeças. A louca!

Ele entrou no quarto e encontrou isso:



"A maior aventura das nossas vidas vai começar"

Me olhou desconfiado. Perguntou o que era. Eu disse que o presente de Natal tinha sido muito fraquinho, então providenciei outro. Tentou ganhar tempo me entregando o meu presente, que tinha trocado. Mas sentiu que o clima estava estranho. Tirou o cartaz e encontrou isso:



Não esboçou reação. Tirou o beta que estava na frente da mochila. Olhou pra ele. Olhou pra mim: "é sério, amor?" Eu só chorava em resposta. Repetiu a pergunta mais algumas vezes. "É sério! Você vai ser papai!" Me abraçou forte. "Eu não disse que ia acontecer?". Acho que estava falando pra ele mesmo, tadinho.

Claro que tudo isso eu só lembro porque vi a filmagem depois. hahahaha

Daí eu pedi que ele lesse a cartinha.


Me abraçou de novo, deitamos, ficamos nos curtindo, curtindo a novidade. Falamos do ciclo "perdido", do "tiro no alvo". Perguntou como eu descobri. Fui mostrar o vídeo e contar do teste:

- (...) eu coloquei o teste lá, mas nem estava esperando nada. Tantas vezes que já tinha olhado praquele palito no xixi e nada acontecia. Aí fiquei lá olhando e...
- E não apareceu nada.
- Amor!!! Claro que apareceu a linha! Eu tô grávida! Não tem mais pra onde correr!

Ainda estava em negação. hahaha

Dentro da mochila (que as mais observadoras já notaram que é o que eu carrego ali na foto do perfil) tinham umas meinhas (quem nunca? 2), e dois livros. Ele já morreu de rir: "quer dizer que agora eu vou ter que ler tudo é?"
Diário de um grávido surgiu do blog do Renato Kaufmann (que andou falando umas besteiras sobre parto, mas eu já tinha comprado o livro, não deu mais para boicotar. rsrs)
O outro, Guia do Papai, é tipo um manual de instruções, com fotos e tudo, ensinando o básico. Claro que eu vou ler antes e fazer as notas de rotapé, tipo, "pode pular essa parte" onde ensina a fazer a mamadeira. :p


E foi assim.

Desde então temos uma piada interna:

- Amor, já te contei a novidade?
- O que?
- Eu tô grávida!
- Huuuummm

-Amor? Nem te falei...
- Que foi?
- Vamos ter um filho!
- Sério?

- Ei! Amor!! Olha o que eu sei fazer!!
- O quê?
- Um bebê!
- Humpf!

Não é de ficar beijando barriga, até porque aqui dentro tem mais pum que nenê por enquanto. Mas no reveillon ficou alisando umas duas vezes, disfarçando, afinal, ninguém sabe de nada ainda (falo mais sobre isso no próximo post).

Está muito feliz! E me surpreendeu porque está muito confortável com o nosso novo status. Eu achei que precisaria dar um tempo pra ele ir se adaptando, mas é ele quem fica puxando os assuntos:

Na praia:
- Quer dizer que eu vou voltar a fazer castelo de areia é?

Outro:
- E o nome? Vai ter XXX (sobrenome duvidoso que ele tem e ainda está sob análise).

Ontem completamos cinco semanas. Hoje mandei uma mensagem pra ele:

"Bom dia, papai. Que tal receber notícias minhas toda semana? Eu já completei cinco semanas, e sou menor do que um grão de arroz. Mas eu já consigo me mexer, e já está se formando o meu esqueleto e o meu coraçãozinho. Olha que gracinha."



Resposta? "Está ficando bonitão que nem o pai."

É um fanfarrão esse meu marido. <3

E hoje completamos boda de ferro. Cinco anos de casamento. Na comemoração do ano passado, faltando um mês para completar os nove meses que ele tinha me pedido, ele disse que ainda não estava pronto, como contei aqui.

Um ano depois, recebi esse cartão no trabalho.






Para as que ainda estão esperando a sua hora: ela chegará!