terça-feira, 14 de outubro de 2014

Introdução Alimentar Instintiva

Então, chegamos na fase de comer. Preciso dizer que a introdução alimentar tem sido a coisa mais diferente da experiência de mãe de segunda viagem, terceiro filho. Muito diferente. Chega dá vontade de apagar todos os post que eu fiz no blog sobre introdução alimentar com as meninas. Acho que fiz várias coisas erradas, mas algumas certas já que elas comem bem no auge dos dois anos e nove meses e são viciadas em frutas. E espero que o Francisco siga o mesmo caminho. Pois bem, não acho que exista fórmula totalmente correta, mas aí vai a minha experiência no momento, meu próprio "método", nem blw, nem o tradicional, mas o instinto puro. E talvez a nossa tentativa agora sirva de inspiração pra alguém.

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Francisco fez seis meses de amamentação exclusiva e em livre demanda, ou seja, peito quando quisesse sem importar o tempo. Dormia bem a noite toda. Ele mostrava interesse pelo que a gente comia, o que sempre é bom sinal. Pensei em começar logo a dar uma papinha pra ele, mas resolvi ir na pediatra primeiro pra ver se ela passava alguma orientação importante que eu não sabia e qual era a linha dela. Porque com as meninas achei que foi muito tradicional. Então, acabei iniciando com seis meses e meio.

Comecei com a fruta. Banana amassada. Ele fez cara feia, normal. Comeu umas cinco colheres e pronto. Depois foi mamão, manga, tudo amassado ou picadinho. E ele ia nas mesmas cinco colheres e cara feia. Fiquei pensando que talvez se eu fosse mãe de primeira viagem ia achar que ele não tinha gostado de nada. Mas continuei dando nos mesmos horários e tal. Com a papinha salgada a mesma coisa.

Na segunda semana fui vendo que estava impossível fazer tudo separado e ele acabava não comendo porque eu não tinha tempo de fazer alguma coisa pra ele. Então, descobri que não precisava ser programado, tudo certinho, panela separada, como eu fiz com as meninas. Ele ia comer o que a gente comia. Então, se as meninas estavam comendo melancia, tapioca ou arroz com feijão. Era isso. E não necessariamente tinha que ser amassado. Foi aí que a Introdução Alimentar Instintiva chegou forte.


Comendo morango

Colocava pedaços de fruta grande e ele comia. Pepino ou cenoura em forma de palito e ele adorou. E a cara feia começou a ir embora e as colheres passaram da linha dos cinco. Sentava ele no cadeirão e dá-lhe um pedaço de banana ou melão. Não tinha mais preocupação com babador ou sujeira. Meu filho estava comendo. Nem sempre ficava ali do lado dele, estava por perto, mas não em cima. Na hora do almoço, geralmente umas 11h30 por aqui, ele já senta com todo mundo, comemos em família. Eu vou comendo meu prato e paro para dar umas colheradas do potinho dele. O conteúdo é quase sempre um legume ou dois no vapor, que nós também estamos comendo, arroz e/ou feijão, varia muito. Hoje, por exemplo, ele comeu peixe (tilápia), com batata amassada no garfo e guacamole. 

Eu não fiz tudo da noite pro dia. Fui introduzindo aos poucos. Umas duas semanas depois das caras feias, ele começou a comer bem e aí acho que exagerei. Num dia ele comeu tapioca, fruta, almoço e fruta e quando chegou de noite vomitou tudo. Depois passou uns dia gorfando meio amarelo, achei que poderia ter sido muita coisa ácida e dei uma maneirada. Agora já comecei a introduzir o jantar também, mas não é todo dia. E se esqueço alguma refeição, tudo bem também.

Acho que com as meninas também rolou uma mudança muito grande na nossa alimentação e com o Francisco isso já estava pronto. Agora nas nossas refeições têm sempre uma opção de legume e verdura. Passamos a consumir mais frutas por causa delas e isso facilitou muito. Acho que a alimentação tem que ser da família toda, temos que criar hábitos e não apenas introduzir alimentos. Dar exemplo é sempre a melhor opção.  Com as meninas também fiz muitas coisas que eu nem sabia que não era legal, tipo dar mucilon e farinha láctea, pra citar alguns.



Deixar a criança sentir e tocar o alimento também é importante. Isso aprendi no meio do caminho com as meninas. A alimentação delas flui muito melhor com uns oito meses quando passei a me desprender a papinha e deixar elas comerem com a mão, e nisso o blw mr ajudou muito, a entender que a criança precisa aprender a mastigar e que engasgar faz parte do processo também, é claro que é preciso estar atento, mas a própria criança tem seu mecanismo de segurança que deve ser trabalhado. Por isso, com as frutas o Francisco tá sempre comendo sozinho. Ele mesmo pega o pedaço e leva a boca. E come. Muito! No almoço e no jantar é que, geralmente, pico ou amasso alguma coisa e dou na colher, ou deixo ele explorar com a mão também. E a coisa do instinto tem dado super certo. Ele come bem e de tudo.

O que importa é que estamos ensinando ele a se alimentar, não apenas comer, e tudo com instinto e amor também. E ainda tem peito. Muito peito. Porque pra mim essa ainda é a principal fonte de alimento dele. Então, às vezes dou o peito antes de dar a comida, por exemplo. Uma meia hora antes, ou logo depois dele comer e tudo bem também. E o menino come. E muito. Amém.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sobre escolhas, ser mãe, ficar em casa, trabalhar, empreender

Dia desses qualquer saímos para passear debaixo do prédio com as meninas e o Francisco. Fomos andando,eu e o Marco, e conversando com as duas, visitamos as corujas, que sempre estão na mesma árvore, e fomos no "museu", um cinema que fica aqui perto de casa (Cine Brasília para os brasilienses) onde elas correm, sentam na poltrona, olham os cartazes e vão no banheiro. Estamos indo lá quase todos os dias e elas fazem a mesma coisa. Me sentei um pouco e olhei pras duas correndo de um lado pro outro, Francisco no carrinho e dei um suspiro daqueles de satisfação total. Me lembrei de tantos passeios que eu fiz com as meninas, da nossa rotina de só nós três e senti falta, mas também me senti leve. Tanta coisa a gente passou para chegar até aqui e agora mais uma vez passamos por mudanças.

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Fiquei bem pensativa durante o nosso passeio e veio na minha mente, tantas outras aventuras com a Mamá e a Bella. As manhãs no parquinho, as andanças no nosso carrinho duplo, as conversas com desconhecidos que adoram perguntas sobre gêmeos, as brincadeiras debaixo do bloco, os desenhos, os brinquedos em casa, colocar as duas pra dormir depois do almoço, os banhos inesperados nas tardes de secura com direito a piscina no boxe. Tanta coisa. É claro que era difícil, é claro que existiram dias em que eu me trancava no banheiro e chorava um pouquinho e quando chegava o fim de tarde eu contava os minutos pro marido chegar em casa. Mas como era bom! E eu posso dizer que aproveitei muito. Muito mesmo.

Ter ficado em casa com as meninas nos primeiros anos de vida delas foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Não acho que tenha sido bom pra elas só, mas, especialmente, pra mim também. Tenho as melhores lembranças e memórias, e o melhor, continuo tendo. Não é uma decisão fácil, muita gente me escreve perguntando sobre isso porque realmente é complicado largar tudo e ficar em casa para ser apenas mãe e dona de casa. Só posso dizer que é uma decisão muito pessoal, que é preciso ter o apoio do marido, abrir mão de certas coisas (aqui vendemos um carro, por exemplo, e cortamos alguns luxos), apertar outras, se adequar. E tudo o que eu posso dizer é que vale muito a pena. Muito mesmo.

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Agora, em um momento que eu volto a trabalhar, ainda que seja de casa, vejo o quanto é difícil conciliar as duas coisas, mas não impossível. Para quem não sabe, estou fazendo bolos! Acabei de abrir um foodtruck, a Komboleria, com meu irmão e estou fazendo bolos para vender na kombi e por encomenda. Apenas receitas que eu fazia para as meninas, tudo feito com açúcar demerara e o mesmo amor. E grande parte das receitas são sem lactose (algumas inclusive já foram publicadas aqui). Então, mesmo com o Francisco pequeno, estou trabalhando. E está sendo bem difícil pra mim conciliar tudo. Na verdade, nas últimas semanas me deparei com vários dilemas, queria dar conta de tudo e não dou. Não é?

Quando comecei a fazer os bolos, minha única "exigência" é que eu queria fazer isso de casa e que as crianças estejam sempre por perto. Muitas vezes não consigo fazer as coisas com elas no meio de tudo, é verdade. Quase sempre é caótico e tenho ficado exausta, essa é a verdade. Em dias que temos evento, elas vão pra casa dos avós, por exemplo. Se fica muito caótico, o marido (que de manhã está em casa) desce sozinho com elas. Além disso, dei o braço a torcer e contratei uma empregada para me ajudar com a casa, porque não sou super mulher e não dou conta de tudo. Aprendi ser mãe e empreendedora é preciso ter apoio ou criar uma rede de ajuda, um esquema, um back-up. No meio do trabalho todo, de tempo em tempo, paro para amamentar o Francisco, que está grudado comigo. Ainda estou tentando achar equilíbrio nisso também. Tento não trabalhar de manhã quando elas estão em casa, só à tarde quando elas estão na escola ou depois que todo mundo já dormiu.

Ainda fazendo tudo de casa e estando perto, às vezes também me questiono: o que eu tô fazendo? Não era melhor deixar como estar e ficar só com as crianças? Quero ficar com elas, mas ao mesmo tempo não dou conta de tudo e muitas vezes meu trabalho sai prejudicado. Ainda estou tentando trilhar esse caminho de mãe empreendedora, na verdade. Também tenho meus sonhos e desejos, como morar em uma casa, por exemplo, nosso próximo objetivo. Por isso, estou tentando o equilíbrio, minha gente, como sempre. E estar bem com suas decisões, seja ela ter um filho só ou três, trabalhar fora ou ficar em casa, amamentar ou complementar. Ter segurança no que você quer, ainda que haja dúvida (e sempre haverá), seguir seu coração.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Não existe cólica

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Outro dia encontrei essa foto minha na casa da minha mãe. Meus olhos se encheram de lágrimas, sem mesmo saber por quê. Aquele sorriso de contentamento misturado com os olhos cansados. Não sei. Me deu vontade de voltar no tempo e me dar um abraço e dizer: aproveita agora que essa confusão toda e esse cansaço vão passar. Então, me inspirei e resolvi escrever um post que há tempos está na minha cabeça mas estava sem coragem de escrever ou compartilhar. Um post para as mães de recém-nascidos, especialmente as de primeira-viagem sobre o que essa loucura toda que é a maternidade me ensinou. Um post que talvez aquela Tatiana da foto, totalmente perdida pelo fato de ter duas bebês de poucos meses nos braços não fosse acreditar se lesse. Por isso, aí vai, queridas mães, antes de tudo, acredite:

Não existe cólica. Não existe cólica. Não existe cólica.

É isso mesmo que você leu. Não existe cólica. Seu bebê chora porque ele quer peito, mesmo que ele tenha acabado de mamar. Não é fome, é peito. É aconchego, é carinho, é colo. Não existe cólica. Sim, pode ser algum desconforto, é bem mais provável que seja sono, mas não é cólica. Ele quer seu colo, seu aconchego, apenas isso. Esqueça o cansaço, esqueça todas aquelas vozes que dizem ele vai se "acostumar mal no colo", "que não pode dormir com a boca no peito". É justamente o oposto disso. Não se preocupe que ele vai dormir sozinho um dia e você vai sentir falta quando ele não quiser mais dormir no peito.

Não existe cólica. A verdade é que o bebê, como qualquer bebê, chora, pede por afago e conforto. E estamos tão socialmente ligados na coisa da cólica, "de que todo bebê até 3 meses de idade sofre com elas", que sequer cogitamos qualquer outro diagnóstico que não seja este. Faça um teste. Se o seu bebê mamou e começou a chorar. A sua mãe, avó, tia, amiga, desconhecida, vai dize: "tadinho, tá incomodado. Deve ser cólica". Ou sempre vai ter alguém que te pergunta: "ele não tá tendo cólica, não?".

Com as meninas, eu achei que o choro delas era cólica. Mas não era. Era sono, provavelmente. Era vontade de ficar perto de mim, mas eu estava muito ocupada tentando entender o que elas tinham, por que elas choravam. por que elas mamavam tanto e meu leite parecia não ser suficiente. Queria ter me libertado de todas aquelas frases e conceitos de que "não é fome, não é possível". Não era mesmo, mas elas queria o peito. Só isso. Com o Francisco, consegui me libertar. Dei peito e todo colo que eu achava suficiente. E como foi bom. Eu estava tranquilo, meu bebê tranquilo. Em algum momento, é claro, eu também fiquei cansada, era o tempo todo no peito. E até eu, que tinha certeza absoluta, de que não era cólica, comecei a duvidar. Então, entrei na internet e fui buscar rápido um texto do Carlos González que acalmou meu coração.

Acredite. Não existe cólica. Uma vez que a gente se desapega do tal dos gases, se acalma e oferece o que o bebê realmente quer. Mamou durante uma hora e depois chorou? Então, ainda pode dar mais um peito. Ou ninar. Mamou, ninou, mamou, ninou e nada? Dá um banho e mais peito. Confie nos seus instintos. Seu bebê só precisa de uma coisa nos primeiros meses de vida: você. Tá cansada, quer tomar um banho, comer? Desapega. Dá o bebê pro marido, pra mãe, pra sogra, descansa um pouco. E depois mais peito. Durma com ele no colo, coma com ele no colo. Entregue-se. Seu bebê só vai passar por isso uma vez. Seu corpo ainda está se adaptando ao fato de você não dormir muito, mas acredite, uma dia o cansaço vai passar. Por isso, Tatiana da foto, pegue as duas no colo muito, dê peito, chore, acredite em você mesma e no seu leite. Porque no fim, tudo vai passar. Só o amor e as boas lembranças é que ficam.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Seis meses de Fran-Chico

Seis meses, mas parece que ele sempre esteve aqui. Seis meses com um menino doce, alegre, cabeludo, tranquilo e cheio de graça. Seis meses de amamentação exclusiva, muito aconchego e o mais puro amor. O que eu posso dizer sobre você, meu filho? Você chegou pra transformar nosso quarteto em quinteto, abre um sorriso pra todo mundo que fala com você, adora ver suas irmãs brincarem, adora mamar no peito e dorme a noite toda (uhu!), se adapta a qualquer situação e adora deitar e rolar no chão. Obrigada por me trazer paz e por me mostrar que a vida pode ser sim só alegria e por me fazer ser uma mãe mais leve, mais feliz. Tudo o que eu quero é ver você crescer e descobrir o mundo, junto com a gente. Viva o Fran-Chico! IMG_9133 IMG_9131 IMG_9122 IMG_9144

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Receitinha - Biscoitinho de nata

Manhã sem nada pra fazer, crianças entediadas e agora toda vez que isso acontece eu tento pensar numa atividade rápida, sem ser muito cansativa (porque se não começa rolar um chororô de sono antes de ir pra escola) e, por isso, ultimamente, nossas atividades favoritas envolvem desenho, pintura ou cozinhar. É bolo, pão e, hoje, foi biscoito. Achei a receita da minha infância, aquele biscoitinho que quando a gente morde chega sente o gosto das manhãs livres e cheias de brincadeiras que viveu: o biscoitinho de nata que a minha mãe fazia. Estava há séculos querendo fazer esse biscoito, antes mesmo de ter as meninas, mas nunca encontrava nata. Até que outro dia achei no mercado vendida em um pote entre as ricotas e queijos cottages da vida. Há um ano e meio atrás, cortamos o leite e derivados das meninas por conta da alergia, mas agora estamos voltando a dar uma coisa ou outra pra elas, com o aval da pediatra. Então, elas puderam não só fazer, como comer o biscoito. Foi uma farra (mas nem fez tanta sujeira assim uhu!)


Fizemos ainda de pijama. Detalhe


Eis que eu descobri porque esse biscoito rolava tanto lá em casa, além de levar pouco açúcar e ingredientes, é super fácil de fazer. Anotem aí.

Biscoito de Nata

Ingredientes
1 ovo
1 copo de nata
3 colheres de sopa de açúcar (usei o demerara)
2 colheres (sobremesa) de fermento
3 xícaras de trigo.

Modo de preparo
No caderno de receitas da minha mãe está escrito apenas isso: enrole e ponha pra assar. Oi? Hahahahaha Adorei, né mãe?


Deduzi que era pra misturar tudo, obviamente, mas fiz o seguinte: misturei primeiro o ovo, a nata (usei a medida de um copo de boteco), 3 colheres de açúcar com uma colher, depois coloquei o trigo e o fermento. Amassei um pouco com a mão, abri a massa na mesa da sala com um rolo e usei uns cortadores do Star Wars para diversão garantida com as meninas.

Depois é só ir pro forno rapidinho. 200°.

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Biscoitos prontos para irem pro lanche da escola junto com bolinho de arroz e tomatinho.

*os cortadores comprei no Ebay, é só colocar cookie cutter star wars que aparecem vários vendedores. Escolhe um top seller de se joga ;)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Mais sim, menos não

- Mamãe, queio lavá loça!

Ela aponta pra pia habitada por potes e algumas formas de bolo e já vai puxando o banquinho pra subir. Eu respiro fundo e penso: "ah, não vai fazer uma sujeira, vai molhar todo o chão da cozinha, não vai dar certo". Depois, em uma fração de segundo me vem o pensamento na cabeça: "por que não?". Se eu tivesse dois anos e amasse brincar com água não ia adorar poder mexer na pia da minha mãe? Por que não deixar ela se divertir e ainda incentivar um bom comportamento de querer limpar alguma coisa? Só pela bagunça? Então, eu disse, "tudo bem, Maria, mas sem bagunça, viu?" Já rindo da ordem que não ia se concretizar, mas não custa nada lembrar. Logo depois veio a Bella com outro banquinho e elas ficaram ali, mexendo na água, passando a esponja, derrubando água de um pote pro outro. Fiquei perto das duas, mas deixei elas brincarem sem ficar em cima. No fim, bastou passar um pano no chão para secar a água e pronto.

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Concentradas

Ultimamente tenho pensando muito sobre o que é realmente impor limite e o que é limitar. Em ensinar o que não pode porque não é certo ou perigoso, por exemplo ou porque "faz bagunça, você não vai conseguir ou vai dar uma trabalheira danada". Acho que na verdade eu sempre pensei um pouco nisso, seja quando elas eram bebês e queriam pegar nos objetos "proibidos" ou mesmo agora com dois anos onde elas estão se descobrindo através do mundo e expressando com tanta força seus desejos. E eu sempre tentei deixar as duas livres, queriam mais era que elas se desenvolvessem e explorassem tudo. Mas, como diz uma amiga "ser didática dá trabalho". E muitas vezes a gente ainda vem com uma carga educacional muito antiga que diz "nossa, mas esse menino/menina pode fazer tudo, mexer em tudo, que absurdo". E, convenhamos, essa "liberdade" fez com que as meninas ficassem curiosas, queriam mesmo mexer, fuçar e eu me sentia super mal achando que não estava educando minhas filhas direito porque elas mexiam em tudo. E, confesso que até hoje não tenho certeza absoluta. Oi, meu nome é Tatiana, sou mãe de três e tentando desesperadamente encontrar o equilíbrio.

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Bella passando geleia no pão

No fim das contas, eu tenho dito mais sim, do que não para as minhas meninas. E pro meu menino tb, por que não? Ele tem o peito a hora que quer e quando quer. E pra isso, estou me libertando. Me libertando dessas amarras de que pais tem que impor limites, tem que dizer não o tempo todo. Pois estou descobrindo que dizer sim também é educar, e muitas vezes é muito mais difícil, porque o não, impede. O sim, faz acontecer. Estou usando o sim como um caminho, para ensinar também. Pode ser que outros pensem "mas elas mexem em tudo! Como assim ela abre a geladeira e pega o que quer?". Pois é essa a realidade, pais e mães julgam outros pais e mães, acostumem-se. Assim como eu penso: "mas por que não deixa a criança brincar na areia? Se lambuzar com terra? Ou tomar banho de água fria da mangueira". E blá-blá-blá. Cada um escolhe seu caminho e tenho aprendido cada vez mais sobre isso.  Cada família tem seu esquema e esse tem dado certo por aqui.

Tenho dito sim para as meninas quando elas querem se servir sozinhas no almoço. Faz bagunça, de fato, mas é uma forma de incentivar as duas a comerem melhor e sentarem na mesa com a gente. E elas adoram se servir. Dose de paciência e desapego necessários. Eu acho que nunca fiz tanta negociação na minha vida como agora, é negociação para escolher roupa, tomar banho, comer e, o sim, faz-se necessário. Outra coisa que me quebra aqui é o "por favor", "obrigada" e "desculpa", a gente ensinou pra elas desde de sempre e elas usam muito. Como não tentar reforçar uma atitude positiva dessa? Pois é. Estamos descobrindo juntos. eu, Marco e meninas todas essas novas facetas de ter dois anos e vamos em frente.
Com muito amor e sim, por que não?

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Untando forma de bolo

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dois divertidos e enlouquecedores anos de duas

Dizem que são os terríveis dois. Tá, fácil não é, e isso é verdade. Mas é como diz o troll de Frozen sobre os poderes da Elsa "também há beleza nele" (desculpe, mas estamos viciadas no filme, eu amo hahahahaha). Aqui passamos por uma mudança enorme quando as meninas completaram dois anos e, para completar, um mês depois o Francisco nasceu. É claro que eu acho que rolou um ciúme, adaptação da escola e as próprias características da idade. Então, foi um turbilhão de emoções de todos os lados. Era choro, lamento, grito, muita briga entre as duas, e eu e o Marco muitas vezes nos olhávamos desanimados sem saber o que fazer. É aquela coisa que acontece toda vez que a gente passa por uma fase difícil com as crianças: primeiro bate o desespero, depois a gente começa a ver as coisas de outras orma, cria estratégias, se acalma e a coisa começa a fluir.

Passamos por algumas semanas bem difíceis logo depois que o Francisco nasceu. Chorei muito, estava cansada, desanimada, confesso que não me sentia conectada com as meninas, não conseguia conversar, explicar, ter paciência. Era sempre choro e confusão. Até que eu comecei a ver as coisas de outra forma e entender o que estava acontecendo, não ficar pré-assumindo que era "ciúmes" ou "tá fazendo para chamar atenção". Sim, elas queriam atenção e precisavam disso, mas porque estavam passando por um processo novo, estavam se descobrindo como pessoas, queriam impor suas vontades e, tanto eu quanto Marco, precisávamos entender isso.
Independentes. Adoram abrir a geladeira e escolher o que querem comer.
Depois que a gente relaxou e começou a conversar e negociar a coisa mudou de figura. Não adianta ver a criança chorar e dar as costas. E agora nem sempre a distração dá certo na hora da crise. Tem que lidar com o problema, afinal é isso que temos que que ensinar pra elas. A lidar com a frustração. E você aí achando que cuidar de bebê é difícil, bem que minha mãe me disse: "na hora de EDUCAR é que o bicho pega". E mães sempre tem razão, não é não?

Então, a gente passou a pegar no colo e explicar, conversar, mas também aprendeu a mudar de foco e a fazer tudo ao mesmo tempo. Haja jogo de cintura e paciência. Foi um processo até conseguirmos respirar de novo e nos sentir seguros como pais. A gente precisou mudar também e entender que a Maria e a Bella estavam crescendo e que era nosso dever mostrar o caminho pra elas, ainda que mais parecesse missão impossível. Então, tentamos ver a parte divertida disso tudo também. Todo dia de manhã a Maria queria escolher a roupa dela e aí começava uma negociação sem fim. Ela queria colocar uma regata e tava um frio terrível lá fora. Então, eu respirava e pensava "tudo bem, vamos colocar a regata, tá bom? Mas podemos colocar essa blusa por cima?". E ela falava "tudo bem, mamãe". Ufa! Outro dia, ninguém queria almoçar, bagunça e caos. Poderia ficar brigando e dizendo: "não, vai almoçar sim e agora!" E dá-lhe chororô e etc. Mas, não. Peguei uma toalha de piquenique, estendi no meio da sala e perguntei: "vamos fazer um piquenique?". Elas sentaram comeram um pouco da comida e um tanto de fruta. Pronta, já estava satisfeita e não me estressei.

Dois anos também é uma fase pra lá de divertida, talvez para compensar o caos todo. É cada coisa que elas fazem ou falam, principalmente, falam, que enchem meu coração de alegria. Hoje mesmo estava levando as duas pra escola quando a Bella virou pra mim e disse "mamãe, eu estava pensando". O que? Um pingo de gente falando pra mim que tava pensando, como pode. Pensando em quê? "No Zoológico". Sem contar nos abraços, beijos e "eu te amo". É tudo mais real e sincero. É descobrir um novo mundo com elas. Explico, converso, aponto e me descubro de novo. Se antes eu era uma mãe cheia de regras, que insistia, tinha rotina, agora eu sou muito mais leve, precisei me reinventar nos dois anos também. Não quer fazer, não quer comer, não quer nada? Vamos pelo outro lado, ver de outro jeito. Abraçar a ternura, ser menos dura com elas e comigo. De novo, me reencontrei, como tenho feito desde que elas nasceram. Desde que me tornei mãe.

Ah e essa vai para os pais de gêmeos: os dois são dobrados pra gente. Lidar com a crise de duas é extra dose de paciência, as brigas então é uma maravilha (pra não dizer o contrário) mas sobrevivemos como sobrevivemos a tudo. E a parte boa vem com tudo. Elas estão cada vez mais companheiras, amigas, se chamam pra tudo, se abraçam, brincam, batem altos papos juntas. Cuidam tanto uma da outra. É a coisa mais linda de se ver. E faz tudo valer a pena.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tempo, tempo, tempo, tempo

Que saudades de escrever neste blog. Vontade de colocar aqui na tela as dezenas de posts imaginários que eu já fiz nos últimos meses. Escrever sobre a loucura estar sendo descobrir o mundo com duas meninas de dois anos e todas as negociações que eu faço por aqui diariamente com dois pingos de gente. Escrever sobre o Francisco e todo o significado que ele trouxe pra vida da gente. Escrever sobre como eu estou digerindo meu parto ainda. Sobre a amamentação, sobre ter um recém-nascido, sobre alimentação da família tosa, sobre como sair com três crianças. Mas, cadê o tempo? Estou me vendo cada vez mais sem ele. Tem casa, crianças, loja, agora inventei que quero vender bolo e estou planejando um novo negócio com meu irmão. Então, algumas coisas ficam de lado, como eu e o blog. Mas já passei por isso antes, quandp tive as meninas, e sei que em breve o tempo e eu vamos fazer as pazes. Meu objetivo (e acredito que grande parte das mães) é se organizar de vez. Fazer lista, ter horários e ainda deixar um espaço livre, porque esses também são necessários. Já estou tentando, minha gente! E tentar já é o primeiro passo. Me aguardem que estarei mais aqui. Enquanto isso, deixo algumas fotos do que tem acontecido por aqui ultimamente, afinal a vida não é feita só de caos e copa! E quem quiser, pode acompanhar nosso ritmo freneticamente pelo instagram @familimoderna

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A vida com três

A vida com três é bem corrida, como vocês devem imaginar, e por isso, tá tão difícil escrever. Muita gente tem me perguntado como está o nosso dia a dia e o nosso novo esquema, por isso vou tentar resumir aqui, ainda que quase sempre tem sido uma caixinha de surpresa e a mudança chegou com força e ainda permanece na nossa vida. Francisco está perto de completar dois meses e continuamos no processo de adaptação, tentando criar uma nova rotina. Antes de contar o agora, preciso voltar para o antes, ou melhor, o depois, depois do nascimento dele, a volta pra casa.

Confesso que quando voltei pra casa do hospital, dei uma surtada básica. Estava tão cansada, me sentindo fraca (normal no pós-parto) que pensei: "meu Deus, como vou cuidar de três?". Não tinha energia nenhuma para ficar com as meninas ou brincar com elas e isso foi bem chato, além disso bateu uma culpa terrível. Era muita mudança pra mim e pra elas. O Marco ficou mais por conta delas e meus pais também ajudaram muito nesse processo. Eu surtava, mas sabia que era uma fase e que o cansaço absurdo ia passar. Mas foi nessa hora que decidimos, de supetão, mesmo porque não estava nos nossos planos, e isso é assunto para um outro post, colocar as meninas na escola. O Marco ficou em casa e juntou a licença com mais 15 dias de férias. Quando ele voltou a trabalhar fomos entrando em um novo ritmo aos poucos e com o caos básico que uma família em fase de transição comporta. Em dois meses e meio aconteceu muita coisa, mas no momento a nossa rotina está assim:

Manhã
Eu acordo primeiro com o Francisco, obviamente. Até semana passada ele tinha o seguinte esquema, acordava para mamar 4 ou 5 da matina e ia acordando de uma em uma hora e lá pelas 7 ou 8 justamente quando as meninas acordam ele ficava acordado de vez. Um pouco antes disso eu acordava o Marco e passava ele pra ele e ia tomar café da manhã com certa tranquilidade. Agora ele está acordando 6/6h30 e depois dorme de novo. Uhu! O que me deixa livre para fazer o que eu tiver que fazer até a hora das meninas acordarem que tem sido por volta das 7h, sendo elas dormiam até 9h há duas semanas atrás. Viram como tudo muda por aqui? Então a gente vai se adaptando.

Preguiça matinal

Quando as meninas acordam é hora de ir pra sala tomar café com elas enquanto eu o Marco nos dividimos em quem faz café e quem fica com elas e no meio tempo ainda vamos no banheiro, cada hora um. Aí troca de roupa, come, brinca e no meio disso tudo Francisco mama de novo. Tenho faxineira duas vezes por semana, quando ela está em casa a gente fica mais livre porque ela faz o almoço, então tenta descer com elas, passear, fazer alguma coisa. Quando ela não vem eu tento fazer o almoço, varrer a casa, colocar roupa pra lavar e isso é meio caótico, eu e o Marco vamos revezando, mas nem sempre funciona e quase sempre a casa fica bagunçada. Às vezes minha mãe me socorre e vem fazer almoço ou manda alguma coisa, o que é ótimo!

Brincadeira no corredor, sempre um sucesso

Lavando a louça

11h30. É hora do almoço. O Marco tem que sair pra trabalhar meio-dia. Eles almoçam juntos e eu tb se o Francisco não estiver mamando, o que é raro. De manhã ele tem sonecas muito curtas, acho que em grande parte por culpa da bagunça e gritaria. Mas, ultimamente, as meninas não têm curtido almoçar esse horário, então elas acabam almoçando comigo depois de meio-dia e quando eu fico com elas sozinha, minha gente, preciso admitir que rola uma televisão básica, mickey que elas adoram, de preferência. E é nessa hora que eu tento dar atenção pra todo mundo ao mesmo tempo. Cada dia é diferente. Tem dia que uma das duas faz cocô e tenho que dar banho porque sujou tudo, ou as duas, ou alguém que tentou fazer cocô no penico e errou o alvo, ou Francisco que fez cocô e vazou pras costas. (Ultimamente minha vida tem se resumido a cocô, xixi e algumas vomitadas de leites, sim ter filhos é nojento. Aí dou banho e coloco roupa nas duas enquanto Francisco chora no moisés ou dorme no sling (já aconteceu as duas situações). Se tá muito caótico tento colocar um DVD no meu quarto e dar de mamar pro Francisco deitada junto com elas, ainda que elas fujam e mexem no que não pode, como no dia que elas pegaram um saco de pão de forma e comeram um pedaço de cada fatia, e eu finjo que não estou vendo. Eu olho constantemente pro relógio e espero dar 13h30 que é a hora que meu pai leva as duas pra escola. Quando elas estavam na adaptação e até alguma semanas depois, eu ia junto com o Francisco, levar e buscar, mas pra ele era super estressante e ele chorava horrores no bebê conforto, então meu pai assumiu a tarefa grandiosamente e elas amam andar no carro do vovô e outro dia eu fui buscar as duas e nada de abraço na mãe, elas foram correndo atrás do vovô (as mãe pira).  

Tarde
Quando as meninas saem de casa, em 90% das vezes Francisco está mamando, e aí ele mama pra valer. Uma, duas horas de peito sem parar, acho que ele aproveita o silêncio e a minha exclusividade. Depois ele dorme bem, mas aí depende do dia também. Hoje, por exemplo, mamou uma hora, dormiu uma hora e meia, mamou de novo e agora está aqui na minha frente na cadeirinha de balanço, brincando e conversando com ele mesmo enquanto eu escrevo. Às vezes eu sinto que não consigo fazer nada de tarde, só dar de mamar e no meio consigo arrumar alguma coisa da casa, responder um email, fazer um lanche caprichado. E quando eu vejo já são 18h e tá quase na hora delas chegarem com meu pai. Nessa loucura toda devo ter saído só umas três vezes sozinha com o Francisco, mas pretendo começar a andar por aí com ele.
 

Noite
As meninas chegam 18h30 super cansadas e com sono. Aí entra o modo dar banho, algo pra comer (odeio admitir, mas nem sempre é jantar, quase sempre é um vitamina de banana com leite de arroz), um pouco de TV deitadas na cama da mamãe e dormir umas 20h. Meu pai me ajuda a fazer grande parte dessa rotina noturna até o Marco chegar umas 19h. Enquanto elas estão deitadas na minha cama, a gente dá banho no Francisco.

Momento pós-banho na minha cama

Dependendo do humor/fome dele, eu coloco as duas pra dormir, se não vai o Marco. Sento entre as duas camas, canto uma música e elas dormem rápido. Depois, o Francisco mama, mama, mama e apaga. Demos sorte nesse quesito porque ele sempre dormiu bem essa hora da noite. E ele vai direto até meia noite e, essa semana chegou até às 3h da manhã! Viva! Então é essa hora da noite que eu e o Marco conversamos, jantamos, tomamos banho mas, basicamente, ficamos parados no sofá vendo TV e mexendo no celular, mortos de cansados.

Francisco e Bella na cama da mamãe  

Madrugada
O Francisco no primeiro mês, como um bom bebê, acordava de três/duas horas para mamar. Agora, como eu disse, acorda uma vez só, por volta das 3h, e acho lindo. Mas aí passamos por outra fase: as meninas começaram a acordar de novo. Rá, rá, rá. Juntou com resfriado, febre, crise de ciúme e uma menina que jogou a chupeta no lixo, e passamos por uma semana difícil com elas por aqui. Era muito choro e a gente tentava consolar, levava pra nossa cama e fomos tentando desesperadamente fazer dar certo e acho que encontramos um certo equilíbrio nesses últimos dias. Ufa!  

Cozinhar e arrumar a casa
Basicamente, faço essas duas coisas quando dá. Com uns dez dias depois do parto, eu já estava cozinhando e passando uma vassoura na sala, nada de limpeza pesada, mas foi uma forma de me sentir útil também, cuidar da minha casa. Agora, se tenho que fazer o almoço faço uma coisa rápida tipo macarrão uma carne com legumes e arroz. O Marco entra em ação nessa hora e fica com as crianças enquanto estou na cozinha, nem sempre a comida sai maravilhosa, mas dá certo. Como eu sou a louca obsessiva por bolos, eu prefiro ir pra cozinha do que dormir de tarde, por exemplo. E assim a gente vai levando. Também compramos uma máquina de lavar louça que tem ajudado muito na organização da cozinha. Mas acho que cada vez mais as coisas vão se ajeitando e vai ficando mais fácil de fazer tudo.

A nossa rotina está em constante mudança agora, mas sei que em breve a coisa fica estável. Para ser pai/mãe, é preciso saber que tudo é fase. Muita gente me pergunta: "como você dá conta?". Eu simplesmente faço, gente, me viro, sobrevivo. Ser mãe também é saber "dar um jeito", escolher batalhas, encarar o trabalho porque dá trabalho mesmo e viver o simples viver.

domingo, 11 de maio de 2014

Todo dia é dia das mães

Na escola das meninas não teve comemoração dos Dias das mães. Lá eles não celebram datas comemorativas, especialmente as comercias, por uma questão de linha de pensamento e um mérito que eu não vou discutir aqui, mas eu não achei ruim. Acho que no meio de todas essas homenagens carregadas com rosas e desenhos, existe um realidade mascarada que a gente esquece. A vida real da mãe que está ali na luta todos os dias, e essa é muito mais perto do meu coração agora do que um simples cartão com um "eu te amo, mamãe". Ser mãe é um constante aprendizado e teste de amor, todos os dias. É claro que tem aqueles abraços apertados que fazem a gente sentir um frio bom na barriga, mas também existe a escolha diária de se entregar para um ser, no meu caso, seres, cada vez que você levanta da cama e o seu caminho começa a fazer parte do deles também. A sua vida ganha um novo significado, guiar, educar e amar. Amar incondicionalmente com garra, com força, que muitas vezes exige que você supere tudo, até você mesma, para poder usufruir deste amor.

Ontem, em uma das piores noites da minha vida como mãe, enquanto eu fazia carinho na cabeça da Bella no escuro do quarto delas, fiquei pensando no significado todo desse Dia das mães, e em como eu não estava me sentindo iluminada, mas derrotada pela rotina, tentando buscar ar no meio de uma confusão que às vezes parece não ter fim. Tudo o que eu queria era que a paz e felicidade reinasse, como todas as mães, mas o caos parecia insistir. No meu primeiro Dia das mães como mãe de três, cartões, mensagens e homenagens piegas não vão significar nada, porque mais uma vez eu precisei me superar. Como toda mãe, eu estou tentando desesperadamente. E no fim, pensei em todas as mudanças que a minha família tá passando nesse último mês e poxa, eu podia falar: eu tenho uma família e sabe o quê? Como sempre é só uma fase, e tudo dá certo no final.


Nesse Dia das mães, eu desejo não só pra mim, mas para todas as outras mães, que a gente se cobre menos, sofra menos (pelo amor de Dios) e aproveite mais, não queira que tudo seja perfeito, não fique se comparando com os outros, abrace um pouco o caos, aprenda a ceder, respire fundo quantas vezes for necessário no dia e perceba, por fim, a sorte de fazer parte dessa loucura toda chamada maternidade. *Foto Quitandoca